• Dra. Maithê

Síndrome metabólica dobra o risco de infarto e triplica o de AVC

Causas variam entre fatores genéticos, obesidade e sedentarismo.

A perda de peso, em especial, pode normalizar a pressão sanguínea e os níveis de colesterol e triglicerídeos

A Síndrome Metabólica, que atinge 25% das pessoas no Brasil, engloba um conjunto de fatores, sinais e sintomas que acaba por dobrar o risco de infarto e triplicar as chances de AVC. Ela se caracteriza pela presença de pelo menos 3 dos seguintes fatores:

1) Aumento da gordura abdominal, a ponto da circunferência da cintura chegar a um mínimo de 102 cm nos homens e 88 cm nas mulheres.


2) Nível baixo de HDL, o colesterol bom, atingindo marcas iguais ou menores que 40 mg/dl nos homens e 50 mg/dl nas mulheres.


3) Aumento dos triglicérides, alcançando marcas iguais ou superiores a 150mg/dl.


4) Pressão sanguínea acima de 135/85 mmHg.


5) Glicemia em nível igual ou superior a 110mg/dl.

Causas, diagnóstico e tratamento

As causas que contribuem para o aparecimento da síndrome em geral variam entre fatores genéticos, obesidade e sedentarismo.

A obesidade, em particular, demanda especial atenção porque, entre outras consequências, pode levar à resistência insulínica. Nesse tipo de quadro, o organismo passa a requisitar maiores quantidades de insulina para manter a glicose em níveis normais, sobrecarregando o pâncreas. Esse desequilíbrio, denominado pré-diabetes, se não for tratado pode se transformar em diabetes tipo 2.

Para diagnosticar a Síndrome Metabólica é necessário o exame clínico do paciente, quando são aferidas a medida da cintura e a pressão arterial. Além disso, devem ser realizados exames de sangue para verificar os níveis de glicemia, insulina, colesterol e triglicérides.

O tratamento desta síndrome é feito principalmente através de mudanças no estilo de vida, tais como a adoção de atividade física regular e dieta saudável. Além disso, pode ser recomendado o uso de medicamentos para cada uma das doenças envolvidas.

Ao longo do tratamento, a perda de peso, em especial, pode normalizar a pressão sanguínea, levar o colesterol e os triglicerídeos para níveis aceitáveis e até mesmo , em alguns casos , dispensar o uso de remédios.











Mitos e Verdades

Problemas hormonais podem piorar a Síndrome Metabólica

Verdade – Na síndrome metabólica é muito importante aferir os problemas hormonais. A Sindrome de Cushing, por exemplo, eleva o cortisol que, por sua vez, provoca o aumento do diabetes, hipertensão, gordura da barriga e estrias. Existem ainda doenças genéticas que elevam o colesterol, entre outros vários casos. Uma vez detectada a causa, basta atuar diretamente neste fator com remédios ou cirurgia, além de dieta e exercícios.

Musculação é o exercício que mais faz perder a gordura do corpo

Mito – O exercício de musculação, anaeróbico, é muito importante para ganhar massa magra, que vai acelerar o metabolismo final em quase 30%. A pessoa que atingiu um peso ideal tem que ganhar massa magra, para que o corpo trabalhe mais rápido, Só que para a perda de peso e perda de gordura, os estudos mostram que é recomendado 70% de exercício aeróbico e 30% de musculação.

Gordura dura na barriga é pior que gordura flácida

Verdade – Existe a gordura que incomoda do ponto de vista estético e existe a gordura visceral que esta relacionada com maior risco cardiovascular. Quando a gordura da barriga é molinha, geralmente é menos visceral. Mas quando for dura, sabe-se que a gordura está acumulada nos órgãos internos, configurando o maior problema da síndrome metabólica.






Perguntas do público

1 – Já enfartei em 2015 e desde então tenho mantido meu peso. Porém, minha barriga aumentou após a menopausa e depois que parei de fumar. Tenho o risco de enfartar novamente?

Com certeza a menopausa é outro fator que aumenta a gordura visceral, mas tem como fazer reposição hormonal nos casos recomendados e tem também como contrabalancear isso. Parar de fumar diminui o risco de hipertensão, infarto e síndrome metabólica, mas pode causar ansiedade. Por isso, muitos que param de fumar ficam mais beliscadores. É o que se chama de fome emocional, Por outro lado, as pessoas que já enfartaram tem o risco de duas a três vezes maior de enfartar novamente, em relação às pessoas que não passaram por este problema.

2 – Quais são as pessoas que correm maior risco de desenvolver a síndrome metabólica? Como saber se tenho a doença?

Os pacientes que têm diabéticos, hipertensos e casos de gordura visceral na família têm 55% de chance a mais de desenvolver a doença. Pacientes fumantes são os que apresentam mais predisposição, bem como as pessoas do tipo brevilíneo, com tronco mais curto.

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