• Dra. Maithê

Por que temos dificuldades para manter uma dieta

Atualizado: 2 de Dez de 2020

O que diz a ciência sobre isso.

A dieta, desde o início, exige uma constante luta contra as mensagens adversas do cérebro

Em geral, quando começamos a perder peso de forma expressiva, o metabolismo muda e, infelizmente, ficamos com mais apetite.


De acordo com a ciência, isso ocorre porque, nessa fase, o cérebro tende a interpretar o processo de emagrecimento como um evento que coloca em risco a sobrevivência do organismo. Com isso, a fome aumenta e os impulsos em direção às guloseimas se tornam mais intensos.

Nesse período, o paciente muitas vezes se queixa de que os exercícios e a própria dieta não estão resolvendo. Isso nos obriga a reduzir a capacidade do cérebro agir como um oponente ao desejado processo de emagrecimento. Assim, tanto a medicação como a dieta tendem a ser modificadas.

Na realidade, a dieta, desde o seu início, exige uma constante luta contra as mensagens adversas do cérebro. Ele demora a entender, por exemplo, os benefícios proporcionados pelos legumes no lugar de sanduíches e dos exercícios no lugar de um sono prolongado pela manhã.

Assim, para alcançar a determinação necessária ao longo de todo o processo de perda de peso, é preciso, entre outras providências, contar com a dose necessária do hormônio do “eu quero fazer” no organismo, que é a dopamina, além de regular a serotonina, o hormônio do prazer.


A elevação desses hormônios pode ser obtida com medicamentos ministrados com ajuda profissional. Além disso, é também possível obter bons resultados com uma rotina de exercícios físicos aeróbicos e ainda através de atividades prazerosas como tomar sol, ouvir música, ler, ver filmes, se relacionar com pessoas amadas, adquirir um pet, etc.


Nos diabéticos, em particular, a atenção com relação à dopamina precisa ser redobrada, pois, nesses pacientes os níveis desse hormônio no organismo se reduzem com o tempo, devido à resistência insulínica.



Perguntas do público






Por que nosso cérebro não gosta de nada que é saudável?

Para obter satisfação, o cérebro tende a buscar alimentos que geram saciedade com mais rapidez, tais como doces e carboidratos – que também se transformam em doce na proporção de 32%. Nesse sentido, os alimentos preferidos seriam balas, açúcar, mel, macarrão, pão francês, arroz branco, etc.


Assim, em grande parte das vezes a dieta é prejudicada em função dos impulsos em direção a essas guloseimas. É por isso que muitos acreditam que o cérebro não gosta do que é saudável.


Na prática, o que acontece é que as proteínas e carboidratos complexos demoram mais para dar satisfação. Por esse motivo, ficam em segundo plano quando o cérebro procura saciar um desejo de forma imediata.


Neste grupo de carboidratos complexos temos carne, peixe, ovo, leite, arroz integral, grão de bico, maçã, banana, batata doce, sementes, vegetais, mandioca, etc. A digestão desses alimentos envolvem outros hormônios, que demoram mais para gerar saciedade. Em compensação, uma vez atingida, a satisfação se prolonga por mais tempo.

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