• Dra. Maithê

Paciente celíaco pode obter melhora imediata

A doença não tem cura, mas os sintomas podem passar rapidamente por meio da alimentação correta.


Trigo, aveia, centeio, cevada, malte e derivados devem ficar fora da dieta

A doença celíaca é caracterizada pela intolerância ao glúten, que é uma proteína presente no trigo, centeio, cevada, malte e aveia.

Trata-se de uma doença de origem genética e autoimune que atinge cerca de 1% da população mundial e cerca de 2 milhões de pessoas no Brasil.

As células de autoimunidade desses pacientes iniciam o ataque ao próprio organismo assim que o glúten chega ao intestino, Nesse processo, o intestino delgado inflama e perde as vilosidades, comprometendo a absorção de nutrientes e, consequentemente, provocando carência de vitaminas e minerais.

Com o tempo, essa sequência de reações pode proporcionar osteoporose grave, lesões na pele, fraqueza, queda de cabelo abdômen distendido, flatulência, diarreia e até câncer de intestino. Nas mulheres, existem até mesmo registros de infertilidade.

Além disso, a ativação constante do sistema imunológico pode levar ao aparecimento de outras doenças autoimunes como Tireoidite de Hashimoto e artrite reumatoide.

Por conta dessas possibilidades, é importante que as pessoas com sintomas que caracterizam a doença procurem um médico. Uma vez confirmado o diagnóstico, o tratamento a ser feito consiste em basicamente eliminar o glúten da dieta. Em geral, basta isso para que os sintomas passem em poucos dias. Entretanto, a recuperação da microbiota intestinal pode levar de seis meses a dois anos.

Alimentos proibidos

A pessoa que tem a doença celíaca nunca poderá consumir alimentos que contenham trigo, aveia, centeio, cevada e malte ou os seus derivados, tais como farinha de trigo, pão, farinha de rosca, macarrão, bolachas, biscoitos e bolo.

Os alimentos industrializados em geral devem ser evitados, pois muitos deles levam glúten na composição para dar consistência na receita tais como salame, salsicha, maionese, catchup, patês e até mesmo achocolatados.

Os celíacos podem também se orientar pelas embalagens, pois a Vigilância Sanitária determina que os rótulos informem se o produto “contém glúten” ou “não contém glúten”.

Alimentos permitidos

A dieta do celíaco deve ser rica em verduras, legumes, frutas, proteínas, castanhas e gorduras boas como azeite, óleo de coco e abacate. Com relação aos carboidratos, pode-se optar por arroz, milho, tapioca, quinua, amaranto, feijão, ervilha, grão de bico, lentilha, trigo sarraceno, mandioca, inhame e batata doce. Para o preparo de pães e bolos, deve-se utilizar farinhas de arroz, fécula de batata e polvilho, entre outras opções.




Perguntas do público


1 – Quando como pão, meu abdômen fica inchado. Como posso saber se é intolerância ao glúten?

O diagnóstico final é quando se faz uma biópsia do intestino delgado e as microvilosidades do intestino aparecem achatadas em decorrência de processos inflamatórios.

Também pode ser feita uma endoscopia depois de ingerir bastante glúten. Os exames de sangue utilizados são os de anticorpos Antitransglutaminase tecidual IgA (anti-TTG) ou Antiendomísio IgA e o teste Antigliadina IgA.


Além disso, é também possível realizar o teste genético de HLA-DQ2 e HLA-DQ8.

2 – Eu tenho doença celíaca e meu filho de 2 anos de idade não apresenta sintomas. Ele pode desenvolver?

Sim, pois cerca de 30% dos familiares de primeiro grau podem ter a doença. Nesta fase, é muito difícil fazer o diagnóstico porque a dieta dele ainda não deve ter glúten suficiente para desenvolver anticorpos.

3 – É verdade que a doença celíaca pode virar câncer?


Sim. Existem relatos científicos de que o linfoma de intestino está associado com a doença celíaca. Por isso, é necessário levar o tratamento a sério para evitar os estágios mais graves da doença.

4 – A doença celíaca não tem cura?


Não tem cura. Mas os sintomas desaparecem depois da retirada total do glúten da dieta. Ao longo do tratamento, podem ser utilizados probióticos para melhorar a flora intestinal e suplementos para melhorar a imunidade do paciente tais como selênio e zinco.

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