• Dra. Maithê

Gordura no fígado deve ser tratada.

Atualizado: Mar 17

O quadro pode evoluir para cirrose e se tornar irreversível.


As principais causas da doença são a má alimentação, sedentarismo e obesidade

A esteatose hepática, conhecida como gordura no fígado, acomete 7 em cada 10 pessoas.

O seu diagnóstico pode ser classificado de 3 maneiras:





Grau 1

O fígado fica tal como uma picanha, com uma gordura em volta. As pessoas não sentem qualquer sintoma.





Grau 2

A gordura começa a invadir e inflamar as células do fígado. Os principais sintomas que começam a aparecer são: dores abaixo da costela, náuseas, enjoo e inchaço na barriga.





Grau 3

As células inflamadas já estão comprometidas, 20% delas apresentarão estrato hepatite não alcoólica ( NASH) de a ponto de provocar cirrose. Em 5% dos episódios, o quadro evolui para câncer. Em ambos os casos, o único tratamento possível é o transplante. Nessa fase, o paciente pode apresentar fezes esbranquiçadas, barriga inchada, cansaço e dor de cabeça constante além de pele e olhos amarelados.


Assim, a esteatose pode evoluir para um quadro grave e irreversível. Por isso é tão importante o seu tratamento, bem como a prevenção.


As principais causas da doença são a má alimentação, sedentarismo e obesidade - sobretudo em relação ao excesso de gordura na região abdominal.










9 Mitos e verdades:


1. Pessoas com gordura no fígado são mais propensas ao diabetes.



Verdade.

O fígado com gordura aumenta a resistência insulínica e diabetes. O inverso também é verdadeiro: o diabético tem maior chance de ter gordura no fígado.


2. O diagnóstico de esteatose deve ser confirmado com biopsia.



Mito.

Hoje, o diagnóstico é possível por meio de exames de sangue e imagem. O mais moderno é a elastografia hepática, que revela se há fibrose.


3. Perda de peso muito rápida causa esteatose hepática.




Verdade.

O emagrecimento acelerado pode induzir o fígado a realizar um processo de filtragem igualmente rápido, aumentando o risco de acúmulo de gordura no local. Nesse tipo de caso, o órgão deve ser protegido com medicamentos.



4. Medicamentos não revertem a gordura no fígado.



Mito.

Hoje, existem medicamentos para a esteatose de graus 1 e 2.



5. Alguns alimentos ajudam a evitar o acúmulo de gordura no fígado.



Verdade.

Existem algumas evidências de que os alimentos com ômega 3 ajudam a reverter a esteatose: peixe, oleaginosas, amêndoas, nozes, castanhas, azeite de oliva extra virgem e outros. O que não pode: gordura saturada como lanches, frituras, salgadinhos, embutidos e outros.


6. O transplante pode funcionar, em caso de cirrose por esteatose.



Verdade.

Hoje em dia, a sobrevida é de 80% em três anos.


7. Se tenho esteatose grau 1, é possível que eu tenha de interromper o anticoncepcional.



Verdade.

O uso de alguns anticoncepcionais pode agredir o fígado, acentuando o quadro de esteatose. O mesmo pode ocorrer com anabolizantes, corticoides e esteroides. Por isso, nesses casos, o médico precisa ser consultado.


8. A esteatose pode prejudicar a absorção de medicamentos para o coração.




Verdade.

O fígado pode perder sua capacidade de filtrar esses remédios. Por isso, os pacientes cardíacos precisam tomar um cuidado redobrado com a gordura visceral. Para esses, cada centímetro que se perde na cintura, o risco de infarte diminui em 2%.


9. O exame para saber o grau da gordura no meu fígado é caro e sofisticado.



Mito.

O exame de elastografia hepática tem cobertura de grande parte dos convênios médicos.


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