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Depressão pode estar associada a hormônios

Convém agir quando a tristeza e a ansiedade se prolongam além do razoável, principalmente quando o humor passa a oscilar entre euforia e desânimo.


As mulheres têm mais quadros depressivos em função da oscilação dos hormônios sexuais

Não há nada de errado com quem vivencia episódios de tristeza e ansiedade, pois isso faz parte da vida. Nessas ocasiões, as pessoas apresentam um transtorno de humor basal, em que algumas ficam mais aceleradas e outras mais devagar.

Entretanto, convém agir se esse quadro se prolongar além do razoável, principalmente quando o humor passa a oscilar entre euforia e desânimo no decorrer de um só dia. Nesse estado, a pessoa já pode estar prejudicando os seus relacionamentos pessoais e os frutos de seu trabalho.

Existem casos em que a doença se instala de uma forma mais leve, por meio de sintomas como pensamentos negativos persistentes acompanhados de desânimo, baixa autoestima e mau humor constante. Esse quadro, denominado distimia, também precisa ser investigado, pois, com o tempo, é possível que se agrave.

Há que se destacar o fato de que muitos ignoram que a depressão e a ansiedade podem provocar desequilíbrios hormonais, complicando a situação. No sentido inverso, não são poucas as vezes em que o desequilíbrio hormonal é a própria causa da patologia. Seja de uma forma ou de outra, convém que os hormônios sejam também investigados quando o paciente apresentar os sintomas da doença.

Veja alguns fatores hormonais que podem estar associados com depressão e ansiedade:


Hormônios femininos

As mulheres têm mais quadros depressivos do que os homens em função da oscilação dos hormônios sexuais, como estrógeno, progesterona e testosterona.

É muito comum a ocorrência de depressão logo após o parto e de ansiedade antes da menstruação (TPM). Na menopausa, a diminuição das cargas hormonais pode provocar distúrbios cerebrais.

Diabetes

O excesso de glicose e insulina no cérebro pode causar depressão.


Cortisol. serotonina e dopamina


O estresse e a má alimentação também podem alterar os níveis dos hormônios cortisol, serotonina e dopamina, contribuindo para o aparecimento de depressão.


Hormônios do cérebro


Alguns hormônios cerebrais podem afetar a parte psicológica: o glutamato, que é um neurotransmissor excitatório, e o gaba, que é inibitório.


Ambos dão ordem para o cérebro abrir os receptores e a conexão para aumentar a memória, disciplina, concentração e a execução de tarefas.


Assim, é necessário haver um equilíbrio destes hormônios para uma boa saúde psicológica.






Perguntas do público


1 - Minha menstruação, que sempre foi regular, está atrasada há 10 dias. Isso pode estar relacionado com estresse?


Sim, pois a medicina descreve esse tipo de associação.


Mas a irregularidade do ciclo menstrual pode ter outras causas:


  • Gravidez: procure não duvidar e compre o teste na farmácia.

  • Anticoncepcional: se não tomado da forma correta, o atraso pode estar sendo influenciado pela carga hormonal da pílula.

  • Aumento ou perda de peso.

  • Influência de analgésicos, antidepressivos e antipsicóticos.

  • Infecções por vírus ou bactérias.

2 – Meu pai é diabético e está com depressão. Há alguns meses ele passou a ter quadro de hipoglicemia. Há relação entre a queda da glicose e o estado depressivo?


A hipoglicemia ocorre quando há falta de açúcar. A pessoa fica cansada, preguiçosa e até desmaia, mas isso não é depressão. Esse quadro pode ser corrigido rapidamente quando você aplica glicose no paciente.


Agora, o contrario é verdadeiro. A hiperglicemia, que é um estado de glicose alta no cérebro por muito tempo, pode causar depressão. Isto porque a diabetes é uma doença crônica progressiva.

3 – Após o parto, em quanto tempo os hormônios da mulher ficam estabilizados?


Logo após a chegada do bebê, ocorre uma baixa de estrógeno e de progesterona. Com isso, nesta ocasião 85% das mulheres ficam mais sensíveis e tristes. A depressão só é caracterizada quando o quadro perdurar por mais de 6 meses.

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