• Dra. Maithê

A influência dos hormônios nos 7 pecados capitais

Atualizado: Mar 19


Um só hormônio em desequilíbrio pode influenciar o comportamento de uma pessoa

Os 7 pecados capitais foram definidos como luxúria, gula, avareza, ira, inveja, orgulho e preguiça. São comportamentos largamente reconhecidos como falha de caráter.


No entanto, tal como um só músico desafinado pode impactar a canção da orquestra, um só hormônio em desequilíbrio pode influenciar o comportamento de uma pessoa.


Por isso, uma pessoa acometida por um dos 7 pecados capitais pode também contar com a orientação de um médico endocrinologista no momento de tratar o problema.


Veja alguns aspectos importantes sobre a relação dos hormônios com cada um dos pecados capitais:



Luxúria


O pecado capital da luxúria está relacionado principalmente com o descontrole da sexualidade.


É quando a pessoa passa a ter um comportamento sexual exagerado e às vezes promíscuo.


Nesses casos, o tratamento com o médico endocrinologista pode contribuir com um maior equilíbrio, ao proporcionar no organismo a dosagem correta de hormônios sexuais como progesterona, estrógeno e testosterona.



Ira


A ira caracteriza o comportamento repleto de fúria, que é detonado quando alguém se sente contrariado.


Essa forma de reação pode estar sendo influenciada por hormônios como o cortisol e as catecolaminas, que são produzidos na glândula adrenal.


O tratamento com base nesses dois hormônios pode ajudar o paciente a superar a ira e, por conseguinte, melhorar os relacionamentos na vida pessoal e profissional.



Inveja


Esse pecado capital em geral acontece quando uma pessoa sente desgosto pela prosperidade de outra.


A inveja pode estar sendo influenciada por um nível baixo de serotonina, que é o hormônio da felicidade e ainda por um desequilíbrio da ocitosina, que é o hormônio do amor.


O cortisol em doses alteradas também pode contribuir para a pessoa ficar cansada, irritada e pessimista.


Assim, um tratamento com base nesses hormônios pode ajudar a pessoa a se livrar desse comportamento tão negativo.



Preguiça


A preguiça pode ser descrita como um estado de prostração, moleza e desânimo, que leva a pessoa a ter aversão ao trabalho.


Este é um estado que pode estar sendo influenciado por diferentes formas de alteração hormonal, tal como a baixa atividade da tireoide.


Outro exemplo é o excesso de cortisol, que pode gerar fadiga crônica – fenômeno que pode ser descrito como Síndrome de Cushing.


Já a prolactina e a insulina em excesso também podem engordar e aumentar o sono.

Por outro lado, uma possível baixa de testosterona constitui outro quadro que reduz a disposição no dia a dia.


Assim, uma investigação a respeito desses possíveis desequilíbrios, seguida de um tratamento eficaz, pode contribuir com a superação da tão nociva preguiça.



Gula


O ato de comer em excesso representa o pecado capital do século. No Brasil, 68% da população está obesa.


Diferentes hormônios estão envolvidos no processo da gula. Depois que você come, por exemplo, entram em ação a leptina, o GLP-1 e PYY, que têm o propósito de provocar saciedade.


Após um novo período sem comer, a resistina bloqueia a ação da leptina. Ao mesmo tempo, a grelina começa a aumentar, a fim de provocar a fome, indicando para o cérebro que o organismo precisa de energia e, portanto, de mais comida.


Paralelamente, quando o organismo está com excesso de gordura, a adiponectina também pode aumentar, para provocar sensação de saciedade.


Assim, qualquer desequilíbrio na dosagem desses e outros hormônios pode induzir uma pessoa à gula. Além disso, uma possível Síndrome de Prader Willi pode estar impedindo que uma pessoa sinta saciedade quando está comendo.



Avareza


A avareza em geral acontece quando uma pessoa acha que os bens materiais são mais importantes do que a família, o crescimento espiritual e o afeto.


Esse comportamento pode estar relacionado com a baixa dosagem de serotonina e da endorfina, que são os hormônios do prazer.


Entre outras soluções, a atividade física pode ajudar a aumentar esses hormônios e, assim, promover a satisfação e o sentimento do dever cumprido.



Orgulho


A pessoa orgulhosa, em geral, se acha melhor do que todas as outras nas mais diversas situações.


Em suas relações, tende a menosprezar os demais e, com isso, deixa de praticar atos de caridade e humildade.


Assim, por se considerar o máximo, ela para de estudar e deixa de se desenvolver, gerando vários prejuízos para si.


O esforço para superar este quadro pode ser auxiliado com o tratamento dos neurotransmissores, tais como a dopamina, a gaba e o glutamato. O objetivo é melhorar o envio e a recepção de informações entre os neurônios e as demais células do organismo.


Terapias do tipo cognitivo comportamental também podem aumentar a presença dos neurotransmissores no cérebro.

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