• Dra. Maithê

7 fatores da obesidade

Atualizado: Mar 31

Hoje, o tratamento pode adotar um sistema rotativo de dietas, exercícios físicos e medicamentos personalizados..

Vários recursos podem ser utilizados para driblar a genética e ajudar o paciente a emagrecer

A obesidade hoje afeta praticamente todos os países do mundo. No Brasil, já atinge 33% das crianças e 68% dos adultos.

Nos últimos 10 anos, felizmente, foram desenvolvidas novas estratégias que podem ser adotadas com sucesso no enfrentamento da doença, atacando cada uma das 7 principais causas:


1 – Genética

Se dois indivíduos estiverem em um mesmo spa com a mesma quantidade de comida e a mesma programação de exercícios físicos, um deles, inevitavelmente, vai perder mais peso em relação ao outro.

Por que isso acontece?

Grande parte da resposta a esta pergunta se encontra no fato de que cerca de 60% do peso de uma pessoa tem origem genética, a partir do envolvimento de vários genes.

Esta constatação fez cair por terra um antigo preconceito em relação ao obeso: o de que sua doença se explica apenas por ele comer demais e se exercitar de menos.

Atualmente, vários novos medicamentos e recursos podem ser utilizados para driblar a genética e ajudar o paciente a emagrecer, mantendo-o no peso ideal.

O importante é que cada caso seja avaliado individualmente para que a estratégia de emagrecimento seja bem sucedida.


2– Hormônios

Em nosso organismo, existem vários hormônios que podem alterar o metabolismo, provocando ganho de peso, tais como os da tireoide e do pâncreas, além do cortisol, prolactina, adrenalina e outros.

Por isso, os hormônios devem ser sempre investigados durante a montagem de um bom programa de emagrecimento.

Existem casos em que a pessoa consegue emagrecer ao tratar apenas um ou mais hormônios alterados.


3- Fator psicológico

As pessoas, quando estão estressadas ou nervosas, em geral buscam por alimentos doces ou passam a beliscar toda hora. Isso acontece porque elas procuram compensar a redução dos níveis de serotonina no cérebro.

Por outro lado, aqueles que trabalham muito e pulam refeições muitas vezes comem excessivamente quando chegam em casa à noite, optando, em geral, por alimentos calóricos, uma vez que estão carentes de dopamina , noradrenalina e serotonina

Esses e outros casos de obesidade se explicam, em grande parte, pela influência do fator psicológico. São episódios que podem ser tratados com eficácia a fim de que o paciente tenha o seu bom humor de volta e ganhe a determinação necessária para cessar de beliscar e comer compulsivamente.


4- Memória emocional

Observa-se a ação da memória emocional quando a pessoa busca compensação na comida nas ocasiões em que está triste ou cansada. Muitas vezes isso acontece porque ela aprendeu a agir desta forma e não foi capaz de reverter esse mau comportamento ao longo dos anos de sua vida.

5- Disbiose intestinal

Além de provocar vários outros males, a disbiose muitas vezes ocasiona o aumento de peso, pois, ao alterar a microbiota intestinal, a doença impede que o organismo absorva de forma eficiente os nutrientes dos alimentos. Com isso, o cérebro induz o indivíduo a comer mais, produzindo a síndrome da fome oculta.

6- Sono

Noites de sono irregular podem alterar o sistema de controle da fome, provocando o aumento do apetite e a procura por alimentos calóricos. Por isso, quem não dorme direito aumenta em torno de 20% a chance de ter obesidade.

A obesidade é também influenciada pela apneia, que é uma condição que obstrui a respiração durante o sono, ocasionando ronco e interrupções. Nesse caso, a pessoa pode emagrecer após a utilização da máscara CPAP, que desobstrui as vias aéreas e permite o sono reparador. Além disso, a memória e a disposição melhoram sensivelmente.


7 - Organização e disciplina

A falta de disciplina e organização é um importante causador de obesidade, pois hoje em dia nunca foi tão fácil comer errado e na hora errada.

Atualmente, porém, tudo o que as pessoas precisam fazer para emagrecer é justamente se organizar e manter a disciplina ao seguir as recomendações médicas.

Digo isso porque nos últimos anos surgiram novas estratégias que seguem um sistema rotativo de medicamentos e atividades físicas que possibilitam, inclusive, burlar o mecanismo de defesa que as células adotam para resistir ao emagrecimento.

Existem soluções até mesmo para quem já há muito tempo desistiu de tentar perder peso em função da genética desfavorável.

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