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10 fatores que podem estar ajudando você a engordar.

Atualizado: Mar 17


Se o problema não é a balança, o que pode estar acontecendo de errado?

Muitas vezes, as pessoas se esforçam com dieta e exercícios físicos para emagrecer e, no entanto, os resultados são frustrantes. O que pode estar acontecendo de errado?


Hoje já são conhecidos em torno de 200 genes envolvidos em obesidade. Sendo que entre 60% e 70% do seu peso pode ser herança genética. Por esses e outros motivos, as causas do indesejável ganho de peso muitas vezes requerem análise aprofundada e tratamento individualizado, pois leva em conta um enorme conjunto de possibilidades.


Contudo, mesmo que as causas variem de pessoa para pessoa, é possível enumerar 10 fatores nem sempre visíveis que podem estar relacionados com o ganho de peso de muitos:


1. Hipotireoidismo

Ocorre quando a tireoide, que regula praticamente todo o metabolismo humano, apresenta queda de atividade. Nesse tipo de quadro, ao mesmo tempo em que o peso aumenta, ficamos cansados, o cabelo começa a cair, o intestino se torna preguiçoso, enfim, é como se o combustível acabasse.



2. Insônia A insônia provoca desequilíbrios em importantes hormônios associados com o ganho de peso, seja elevando os níveis de cortisol e grelina ou reduzindo a presença do GH e leptina. Entre outras consequências, esse processo aumenta a fome e diminui a sensação de saciedade. Assim, se você não quer engordar, procure dormir de 6 a 8 horas por dia.



3. Hormônios sexuais

Eventos como ovários policísticos e menopausa, que estão relacionados com os hormônios sexuais, aumentam de forma significativa as dificuldades de quem quer perder peso.



4. Estresse e ansiedade

O nervoso e o estresse elevam os níveis de cortisol, que é o grande vilão da obesidade. Em excesso, esse hormônio aumenta a gordura, amplia a resistência insulínica, retém liquido, acelera a queda de cabelo e deixa o metabolismo mais lento. Esse processo dificulta muito a perda de peso, mesmo que você faça dieta e exercícios físicos.



5. Diabetes tipo 2

Ao mesmo tempo em que o diabetes tipo 2 acumula a gordura, a gordura acelera o diabetes tipo 2, dentro de um nocivo ciclo vicioso. Por isso, o ato de perder peso aumenta o bem estar do diabético e prolonga a sua expectativa de vida.


6. Pílulas anticoncepcionais

Existe no mercado uma grande variedade de pílulas anticoncepcionais, pois cada uma delas é adequada a um determinado perfil de organismo, a fim de evitar efeitos colaterais como o ganho de peso. Por isso, esse tratamento necessita sempre de orientação médica.



7. Alergia alimentar

Hoje em dia, a ciência está estudando com mais atenção a disbiose, que é o desequilíbrio da microbiota intestinal, que constitui um reservatório com aproximadamente 300 trilhões de bactérias que auxiliam vários processos digestivos. Muitos desses micro-organismos provocam cerca de 200 tipos de intolerâncias alimentares, incluindo as relacionadas com glúten e leite. Trata-se de um quadro que pode provocar distensão abdominal e impactar as dietas para emagrecer.



8. Prolactina alta

Entre as mulheres que não conseguem emagrecer, há casos de uma doença denominada microadenoma hipofisário, que não apenas faz engordar como também ativa o hormônio da prolactina. O quadro é motivado por um pequeno tumor benigno na hipófise – a glândula que produz o hormônio. Além do ganho de peso, outros sintomas podem ser observados, como a cefaleia e a produção de leite sem que haja amamentação. O tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico.



9. Medicamentos

O tratamento da artrite reumatoide e da asma pode engordar, em função de uma possível presença de corticoides nos remédios utilizados. O ganho de peso pode também ser provocado por efeitos colaterais de antidepressivos, anti-histamínicos, anti-hipertensivos, estabilizadores de humor, insulina e outros medicamentos.


10. Síndrome de Cushing

Essa é uma doença provocada pela alta concentração no corpo do cortisol - o hormônio do estresse-, geralmente em função de pequenos tumores nas glândulas hipófise ou adrenal. Um de seus principais sintomas é o depósito de gorduras por todo o corpo. Quando diagnosticado corretamente, o paciente pode perder dezenas de quilos. Por isso, esse tipo de investigação pode evitar uma possível cirurgia bariátrica.


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